O câncer de mama é uma das condições que mais geram medo, dúvidas e insegurança nas pacientes.
Muitas vezes, a preocupação começa com um nódulo percebido no autoexame, uma alteração vista na mamografia, um achado no ultrassom ou uma recomendação de biópsia após a ressonância magnética.
Nesses momentos, o mastologista tem um papel essencial.


Ele é o médico especializado na avaliação das mamas, na interpretação dos exames, na investigação de alterações suspeitas, no diagnóstico do câncer de mama e no planejamento do tratamento cirúrgico quando necessário.
O Dr. Fernando Fontão é Mastologista e Ginecologista em São Paulo, com atuação no acompanhamento de pacientes com nódulos mamários, exames alterados, lesões de risco, câncer de mama, cirurgia oncológica e reconstrução mamária no mesmo tempo cirúrgico, quando indicada e possível.
O que faz o mastologista no câncer de mama?
O mastologista é o médico responsável por avaliar alterações nas mamas e conduzir a investigação quando existe suspeita de câncer de mama.
Esse cuidado começa antes mesmo do diagnóstico.
A paciente pode chegar ao consultório por diferentes motivos:
- nódulo palpável;
- alteração na mamografia;
- achado no ultrassom das mamas;
- alteração na ressonância magnética;
- resultado de biópsia;
- histórico familiar importante;
- secreção pelo mamilo;
- alteração na pele da mama;
- retração do mamilo;
- assimetria recente;
- lesão de alto risco;
- dúvida sobre necessidade de cirurgia.
O mastologista analisa o quadro de forma completa.
Ele avalia a história da paciente, realiza exame físico, interpreta os exames de imagem, solicita biópsia quando necessário e orienta os próximos passos com clareza.
Quando o câncer de mama é confirmado, o mastologista participa do planejamento do tratamento, principalmente na parte cirúrgica.
Quando procurar um mastologista?
A consulta com mastologista deve ser realizada sempre que houver uma alteração nas mamas ou nos exames.


Nem todo nódulo é câncer. Nem toda alteração na mamografia representa uma doença grave. Mas toda alteração precisa ser avaliada com cuidado.
Procure um mastologista se você percebeu:
- nódulo na mama;
- caroço na axila;
- secreção espontânea pelo mamilo;
- sangue saindo pelo mamilo;
- retração do mamilo;
- alteração na pele da mama;
- vermelhidão persistente;
- ferida que não cicatriza;
- mudança recente no formato da mama;
- dor localizada e persistente;
- alteração em exame de imagem;
- recomendação de biópsia;
- diagnóstico recente de câncer de mama.
A avaliação especializada ajuda a diferenciar alterações benignas de achados que precisam de investigação mais detalhada.
Nódulo na mama é sempre câncer?
Não. A maioria dos nódulos mamários pode ter causas benignas.
Existem cistos, fibroadenomas, alterações decorrentes de exposição hormonal ou dos efeitos da idade no tecido mamário, dentre outras condições, que podem formar nódulos sem relação com câncer.
Mesmo assim, nenhum nódulo deve ser ignorado.
O mais importante é avaliar as características do nódulo:
- tamanho;
- consistência;
- mobilidade;
- tempo de crescimento;
- presença de dor;
- idade da paciente;
- histórico familiar;
- alterações associadas na pele ou no mamilo;
- aparência nos exames de imagem.
Um nódulo benigno pode ser apenas acompanhado. Um nódulo suspeito pode exigir biópsia. E, mesmo nódulos benignos, há alguns que podem ser necessários a retirada cirúrgica (podemos citar tumores filoides/phyllodes, papiloma, hiperplasias atípicas ou com atipia, neoplasias lobulares)
A conduta depende da avaliação individual.


O que pode aparecer na mamografia?
A mamografia é um dos principais exames usados para rastreamento e investigação das mamas.
Ela pode identificar alterações que ainda não são palpáveis no exame físico.
Entre os achados que podem aparecer na mamografia estão:
- nódulos;
- assimetrias;
- distorções da arquitetura da mama / distorção arquitetural ;
- calcificações suspeitas;
- áreas de maior densidade;
- alterações que precisam de complementação com ultrassom;
- achados que exigem biópsia.
Embora a mamografia não seja o melhor exame para avaliação de nódulos, ele é o primeiro exame de rastreamento, inclusive recomenda-se iniciar ele primeiro pois, se alterado, a paciente pode já ter avaliação com ultrassom conjunta. E é o único exame com comprovada redução de mortalidade em estudos clínicos! Portanto trata-se de exame indispensável.
Muitas pacientes se assustam quando recebem um laudo alterado. Mas nem toda alteração significa câncer.
O mastologista avalia o laudo junto com as imagens, o exame físico e o histórico da paciente.
Essa análise conjunta é importante para evitar tanto preocupação desnecessária quanto atraso na investigação.
O que o ultrassom das mamas ajuda a avaliar?
O ultrassom das mamas é um exame muito usado para complementar a avaliação mamária, bem como o melhor exame para caracterização de nódulos, além de avaliação conjunta da axila (como linfonodos, ínguas)
Ele pode ajudar a diferenciar se uma alteração tem aspecto sólido ou líquido, avaliar nódulos, cistos, áreas palpáveis e alterações vistas em outros exames.
Também pode ser usado para guiar biópsias, quando há necessidade de coletar material de uma área suspeita.
O ultrassom é especialmente útil em pacientes com mamas densas, em mulheres mais jovens ou quando existe uma queixa localizada, como um nódulo palpável. Sua principal função está na complementação do exame de mamografia, e na caracterização adequada daquele nódulo.
Assim como na mamografia, o resultado precisa ser interpretado dentro do contexto da paciente.
O laudo isolado não responde tudo, e deve sempre ser avaliado de forma minuciosa.


Quando a ressonância magnética das mamas pode ser indicada?
A ressonância magnética das mamas é um exame mais detalhado, usado apenas em situações específicas.
Ela pode ser indicada para complementar a investigação em alguns casos de câncer de mama, avaliar extensão da doença, investigar achados duvidosos ou acompanhar pacientes com risco aumentado/síndromes genéticas/histórico familiar/alto risco familiar/alto risco pessoal, conforme avaliação médica.
Também pode ser usada quando há necessidade de entender melhor uma alteração que não ficou clara em outros exames.
A ressonância é muito sensível, mas isso não significa que toda alteração encontrada seja câncer. Inclusive um dos maiores problemas da ressonância está em enxergar coisas que, após investigação, trata-se de alterações benignas.
Portanto é um exame que deve ser solicitado com indicação, e seu uso indiscriminado aumenta a realização de biópsias sem necessariamente estar ajudando as pacientes.
Alguns achados podem precisar de acompanhamento, comparação com exames anteriores ou biópsia.
Por isso, a interpretação pelo mastologista é importante para definir se o achado é preocupante ou se pode ser acompanhado com segurança.
Por que não basta ler o laudo do exame?
O laudo é importante, mas ele não substitui a consulta com o mastologista.
A avaliação das mamas depende da união de vários pontos:
- queixa da paciente;
- exame físico;
- idade;
- histórico familiar;
- exames anteriores;
- mamografia;
- ultrassom;
- ressonância magnética;
- resultado de biópsia, quando houver;
- evolução da alteração ao longo do tempo.
Às vezes, um exame parece pouco preocupante, mas a história clínica exige atenção.
Em outros casos, o laudo assusta, mas o conjunto da avaliação mostra que o risco é menor.
Por isso levar os exames antigos é tão importante: alterações que não foram vistas anteriormente podem tornar-se mais suspeitas, enquanto que aquelas já vistas e estáveis sugerem menor preocupação – mas tal interpretação deve sempre ser feita com o profissional qualificado.
O mastologista ajuda a organizar essas informações e transformar o resultado dos exames em uma conduta clara.


O que significa achado suspeito na mama?
Um achado suspeito é uma alteração que precisa de investigação. E sempre será acompanhado da classificação que defina a suspeita – a nomenclatura BIRADS.
Isso não significa que a paciente já tenha câncer.
Significa que aquela imagem ou alteração não deve ser apenas ignorada.
O próximo passo pode ser repetir o exame, complementar com outro método de imagem, realizar biópsia ou acompanhar em intervalo definido.
A decisão depende das características do achado e da avaliação médica.
O mais importante é que a paciente não fique sozinha tentando interpretar termos técnicos do laudo.
A consulta com o mastologista ajuda a explicar o que foi encontrado, qual o grau de preocupação e o que deve ser feito.
O que significa BIRADS ?
Trata-se de uma nomenclatura para todos os médicos que interpretam exames de mama falarem a mesma língua, pois antes de 1990 (época do seu surgimento) as condutas eram baseadas na interpretação de cada médico.
Ou seja: mulheres idosas eram submetidas a muitas biópsias (pois é a população mais acometida por câncer), enquanto que mulheres jovens poderiam ter seus exames negligenciados, e nesta população ocorrem os casos de maior gravidade.
Portanto ele funciona como uma classificação, da seguinte forma
BIRADS 1: exame sem achados, nem benignos e nem suspeitos
BIRADS 2: existe uma alteração, mas ela é benigna (como cistos, nódulos já acompanhados por mais de 2 anos, linfonodos intramamários, nódulos múltiplos e bilaterais)
BIRADS 3: achado provavelmente benigno, com risco menor ou igual a 2% de malignidade – pode ser acompanhado com exames semestrais por 2 anos.
Caso a alteração esteja mantida por esses 2 anos, esse achado será reclassificado como BIRADS 2 (benigno). Se houver mudança, como crescimento do nódulo, ou mudança nas características, será reclassificado para BIRADS 4 ou 5 (suspeito)
BIRADS 4: achado suspeito, com risco de 3 a 94% de malignidade – trata-se da maioria dos achados suspeitos, e como pode ver trata-se de um intervalo enorme, portanto é necessária uma biópsia para entendimento.
BIRADS 5: achado muito suspeito, com risco de 95% ou mais de malignidade – quando aquele nódulo , ou alteração na mamografia, é muito sugestiva de câncer.
BIRADS 6: aquela paciente que já teve diagnóstico de câncer, e está fazendo exames de acompanhamento (como durante o tratamento de quimioterapia antes da cirurgia).


Quando a biópsia da mama é necessária?
A biópsia pode ser indicada quando um nódulo ou alteração precisa ser esclarecido.
Ela permite retirar uma pequena amostra do tecido para análise.
A biópsia ajuda a confirmar se a alteração é benigna, se é uma lesão de risco ou se existe câncer de mama.
A indicação depende dos exames de imagem, do exame físico e do histórico da paciente.
Nem toda alteração precisa de biópsia. Mas quando ela é indicada, não deve ser adiada sem orientação.
O resultado da biópsia é uma etapa importante para definir o tratamento.
Ela ainda é dividida em anatomopatológico, e imunohistoquímica.
São exames realizados naquele mesmo pedacinho de tecido retirado na biópsia, mas que ambos são complementares para definir aquela alteração e indicar a necessidade ou não de tratamentos subsequentes.
Resultado de biópsia alterado: e agora?
Receber um resultado de biópsia alterado pode ser um momento difícil.
A paciente pode sentir medo, ansiedade e muitas dúvidas sobre o que vai acontecer.
Nesse momento, o mastologista explica o resultado, avalia se há necessidade de novos exames, identifica o tipo de alteração e orienta os próximos passos.
Quando o câncer de mama é confirmado, o tratamento não deve ser decidido apenas com base em uma única informação.
É preciso entender:
- tipo do tumor;
- tamanho;
- localização;
- número de lesões;
- situação dos linfonodos;
- características biológicas do tumor;
- exames de imagem;
- idade da paciente;
- condições clínicas;
- desejo da paciente;
- possibilidade de cirurgia conservadora;
- possibilidade de reconstrução mamária.
Com essas informações, o tratamento pode ser planejado de forma individualizada, fundamental nos dias de hoje, devido a grande variedade de tipos e subtipos de câncer de mama.
Nele podemos citar: os luminais (ou receptores hormonais positivos), os HER2+, e os triplo negativos.
Cada um será tratado de forma distinta, com medicações específicas para cada tipo.
Independente do tipo de tumor, a forma de tratamento (com quimioterapia, cirurgia, terapia alvo, imunoterapia) é decidido de forma individualizada e com as melhores evidências para cada um.


O que é câncer de mama?
O câncer de mama acontece quando células da mama passam a se multiplicar de forma desordenada.
Ele pode se apresentar de formas diferentes.
Alguns tumores crescem mais lentamente. Outros têm comportamento mais agressivo. Alguns dependem de hormônios. Outros têm características biológicas diferentes, dependendo de mecanismos distintos e únicos (como os HER2+/HER2 positivos)
Por isso, duas pacientes com câncer de mama podem ter tratamentos completamente diferentes. Mesmo pacientes com o mesmo tipo de câncer, dependendo de outros fatores como idade ou problemas de saúde prévios, podem ter seus tratamentos diferentes. E é isso que devemos almejar: a decisão individualizada e humanizada.
O tipo de tumor, o estágio da doença, os exames, a biópsia e as condições da paciente influenciam diretamente a conduta.
Essa é uma das razões pelas quais o acompanhamento com mastologista é tão importante.
Quais sinais podem indicar câncer de mama?
O câncer de mama pode não causar sintomas no início.
Por isso, exames de rastreamento são importantes conforme a idade e o risco individual.
Quando há sinais, eles podem incluir:
- nódulo endurecido na mama;
- nódulo na axila;
- alteração no formato da mama;
- retração do mamilo;
- secreção espontânea pelo mamilo;
- saída de sangue pelo mamilo;
- alteração na pele, como aspecto de casca de laranja;
- vermelhidão persistente;
- ferida na mama ou no mamilo;
- mudança recente no tamanho de uma das mamas;
- dor localizada associada a alteração palpável.
Esses sinais não confirmam o câncer, mas precisam de avaliação médica.
Quanto mais cedo uma alteração suspeita é investigada, maiores são as chances de um tratamento mais adequado.
Mas e a dor na mama? Trata-se de uma queixa extremamente comum, mas para a felicidade das mulheres: as dores nas mamas, ou mastalgia, quando isoladas, tem pouca associação com diagnóstico oncológico.


Câncer de mama tem tratamento?
Sim. O câncer de mama tem tratamento.
A escolha depende do estágio da doença, do tipo de tumor, dos exames, da saúde da paciente e das características biológicas do câncer.
O tratamento pode envolver diferentes etapas, como cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia ou terapias específicas.
Mas nem toda paciente precisa de todos esses tratamentos.
Por isso, este artigo não tem o objetivo de explicar cada tipo de tratamento em profundidade.
O foco aqui é mostrar o papel do mastologista no diagnóstico, na cirurgia oncológica, na reconstrução mamária e no acompanhamento da paciente durante a jornada de cuidado.
Qual é o papel da cirurgia no câncer de mama?
A cirurgia é uma parte importante do tratamento de muitos casos de câncer de mama.
Ela pode ter como objetivo retirar o tumor, tratar a mama afetada e avaliar ou tratar os linfonodos quando necessário.
A escolha do tipo de cirurgia depende de vários fatores:
- tamanho do tumor;
- localização;
- relação entre tumor e tamanho da mama;
- número de lesões;
- resultado da biópsia;
- exames de imagem;
- presença ou não de acometimento dos linfonodos;
- possibilidade de preservar parte da mama;
- necessidade de tratamentos antes ou depois da cirurgia;
- desejo da paciente;
- segurança oncológica.
O planejamento cirúrgico precisa equilibrar tratamento da doença, segurança, qualidade de vida e, quando possível, preservação ou reconstrução da mama.


Quais cirurgias podem ser feitas no câncer de mama?
As cirurgias podem variar conforme o caso.
Em algumas pacientes, é possível realizar uma cirurgia conservadora ou setorectomia ou quadrantectomia (famoso “quadrante”), retirando o tumor com margem de segurança e preservando a maior parte da mama.
Em outras, pode ser necessária a mastectomia, com retirada de toda a mama.
Também pode ser necessária a avaliação dos linfonodos da axila, dependendo do estágio e das características da doença.
Hoje cada vez menos realizamos a linfadenectomia (ou retirada total dos linfonodos axilares), mas em alguns casos ainda pode ser necessário, como evidência de doença na axila após tratamento de quimioterapia realizado antes da cirurgia (quimioterapia neoadjuvante).
A decisão não deve ser tomada apenas pelo tamanho do medo da paciente.
Muitas mulheres, ao receberem o diagnóstico, pensam imediatamente que precisam retirar toda a mama.
Mas nem sempre isso é necessário.
Preservar a mama é seguro, e isso já há dados de segurança em estudos antigos desde a década de 90. Em outros, a mastectomia é a melhor opção.
A indicação deve ser explicada com cuidado pelo mastologista.
O que é cirurgia conservadora da mama?
A cirurgia conservadora é aquela em que o tumor é retirado e a maior parte da mama é preservada.
Ela pode ser indicada em casos selecionados, quando é possível remover a doença com segurança e manter um bom resultado funcional e anatômico.
Esse tipo de cirurgia costuma exigir um planejamento preciso.
O mastologista avalia exames, localização do tumor, tamanho da mama, margem de segurança e necessidade de tratamentos complementares.
A cirurgia conservadora não significa tratar “menos”.
Significa tratar de forma adequada, preservando a mama quando isso é possível e seguro.
E com o advento da reconstrução mamária e técnicas de oncoplastia, podemos cada vez mais realizar cirurgia com margens de segurança, ressecando quantidade maior de tecido, porém recrutando retalhos regionais ou a distância ou utilizado técnicas plásticas para um resultado estético favorável.


O que é mastectomia?
A mastectomia é a cirurgia para retirada da mama.
Ela pode ser indicada quando a cirurgia conservadora não é a melhor opção ou quando existem fatores que tornam necessária uma abordagem mais ampla.
A indicação pode acontecer em casos como:
- tumor grande em relação ao tamanho da mama;
- múltiplas áreas de doença;
- impossibilidade de obter margem adequada com cirurgia conservadora;
- algumas situações de alto risco;
- preferência da paciente após orientação médica;
- necessidade de tratamento cirúrgico mais abrangente.
A mastectomia pode ser acompanhada de reconstrução mamária, quando indicada e possível.
Essa possibilidade deve ser discutida antes da cirurgia.
A impossibilidade de reconstrução pode variar, como fatores da paciente (obesidade importante, terapias prévias como radioterapia, tabagismo ativo), ou da própria doença (tumores extremamente agressivos que necessitam de reabilitação precoce e cirurgias de menor risco).
Essa decisão visa a segurança oncológica, permitindo que a paciente continue com tratamentos subsequentes e que não comprometam a cura da doença em prol do benefício estético (que deve sempre ser secundário ao tratamento do câncer).
A cirurgia inicial pode precisar de outra cirurgia breve?
Sim. Após uma primeira cirurgia, sempre há a possibilidade de uma nova cirurgia.
Os principais motivos são: a presença de margem comprometida (que é quando aquele tumor toca na borda da peça cirúrgica, que pode acontecer tanto na cirurgia conservadora quanto na mastectomia), numa cirurgia de ampliação de margem ; ou naquelas pacientes com múltiplos linfonodos comprometidos (principalmente na persistência de doença após um tratamento inicial como a quimioterapia).
Cada caso precisa ser avaliado, e a orientação de uma nova cirurgia será sempre pautado durante a jornada oncológica inicial.
O que é reconstrução mamária?
A reconstrução mamária é a cirurgia que busca reconstruir o formato da mama após uma mastectomia ou após cirurgias conservadoras/setorectomias/quadrantectomias que causariam deformidade importante.
Ela não muda o objetivo principal do tratamento, que é tratar o câncer com segurança.
Mas pode ajudar na recuperação emocional, na autoestima, na imagem corporal e na qualidade de vida da paciente.
A reconstrução pode ser feita com diferentes técnicas.
A escolha depende do tipo de cirurgia oncológica, das características do corpo da paciente, da pele, do volume mamário, da necessidade de tratamentos complementares e das condições clínicas.


A reconstrução pode ser feita no mesmo momento da cirurgia do câncer?
Sim, em casos selecionados.
A reconstrução mamária imediata é aquela realizada no mesmo tempo cirúrgico da cirurgia oncológica.
Isso significa que, quando a mastectomia é feita, a reconstrução pode ser iniciada na mesma cirurgia, desde que haja indicação e segurança.
Essa possibilidade deve ser avaliada individualmente.
Nem toda paciente pode fazer reconstrução imediata.
A decisão depende de fatores como:
- tipo de tumor;
- extensão da cirurgia;
- necessidade provável de radioterapia;
- condições da pele;
- saúde geral da paciente;
- tabagismo;
- doenças associadas;
- desejo da paciente;
- segurança oncológica;
- planejamento da equipe.
Quando é possível, a reconstrução imediata pode reduzir o impacto de acordar sem a mama e ajudar a paciente a atravessar o tratamento com mais acolhimento.
Mas quando pode ser optado por uma cirurgia sem reconstrução, essa visa a segurança física e oncológica da paciente, que deve sempre ser preponderante e primordial.


Reconstrução mamária é apenas estética?
Não. A reconstrução mamária também tem papel reparador e emocional.
Ela pode ajudar a restaurar a forma corporal após a retirada da mama, respeitando a segurança do tratamento oncológico.
Para muitas pacientes, a mama tem relação com identidade, feminilidade, autoestima, sexualidade e imagem corporal.
Por isso, a reconstrução não deve ser vista como vaidade.
Ela faz parte do cuidado integral da mulher com câncer de mama, quando indicada e possível.
Toda paciente com câncer de mama precisa retirar a mama?
Não.
Muitas pacientes podem ser tratadas com cirurgia conservadora, preservando grande parte da mama.
A necessidade de mastectomia depende do tamanho do tumor, localização, quantidade de lesões, relação com o volume mamário, exames, biópsia e planejamento terapêutico.
É comum que a paciente associe “tratamento mais radical” com “tratamento mais seguro”.
Mas isso nem sempre é verdade.
O mais seguro é o tratamento adequado para cada caso.
Por isso, é importante conversar com o mastologista antes de tomar decisões baseadas apenas no medo.
O que é cirurgia oncoplástica da mama?
A cirurgia oncoplástica une princípios da cirurgia oncológica e da cirurgia reparadora da mama.
O objetivo é retirar o câncer com segurança e, ao mesmo tempo, planejar o formato da mama para reduzir deformidades quando possível.
Ela pode ser considerada em algumas cirurgias conservadoras ou em reconstruções após mastectomia.
A indicação depende da localização do tumor, do tamanho da mama, da quantidade de tecido que será retirada e das características da paciente.
A oncoplastia não é apenas estética.
Ela busca melhorar o resultado funcional e anatômico sem comprometer o tratamento oncológico.


O que acontece com os linfonodos da axila?
Em muitos casos de câncer de mama, é necessário avaliar os linfonodos da axila. Alguns casos selecionados pode ser optado por essa ausência de informação (principalmente em pacientes mais idosas com tumores mais indolentes/de crescimento mais lento).
Os linfonodos são estruturas que fazem parte do sistema linfático e podem ajudar a entender se a doença se espalhou para além da mama.
A avaliação pode ser feita por exames de imagem, exame físico, biópsia ou durante a cirurgia, conforme o caso.
Nem toda paciente precisa de retirada ampla dos linfonodos.
Em muitos casos, o planejamento busca tratar adequadamente a doença e reduzir riscos de sequelas, como inchaço no braço.
A conduta depende do estágio, dos exames e da avaliação médica.
Por que o tratamento do câncer de mama é individualizado?
Porque o câncer de mama não é uma doença única.
Existem diferentes tipos de tumores, diferentes estágios e diferentes perfis de paciente.
O plano de tratamento pode mudar conforme:
- idade;
- menopausa ou não;
- tamanho do tumor;
- tipo histológico;
- receptores hormonais;
- HER2;
- grau do tumor;
- linfonodos;
- exames de imagem;
- condições clínicas;
- preferências da paciente;
- possibilidade de reconstrução;
- necessidade de tratamento antes da cirurgia;
- necessidade de tratamento depois da cirurgia.
Por isso, duas pacientes com diagnóstico de câncer de mama podem seguir caminhos bem diferentes.
A consulta com mastologista ajuda a explicar essas diferenças e organizar o plano de cuidado.


Quimioterapia, radioterapia e hormonioterapia: preciso falar sobre isso com o mastologista?
Sim, mas sem transformar a consulta em uma explicação isolada de cada tratamento.
O mastologista precisa explicar que o tratamento do câncer de mama envolverá uma equipe multidisciplinar. Cada especialista será determinante em cada etapa do tratamento, mas é papel do mastologista conhecer todas as áreas para saber orientar a paciente de início.
Dependendo do caso, a paciente também pode ser acompanhada por oncologista clínico, radioterapeuta, fisioterapeuta, geneticista, psicólogo e outros profissionais.
Quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia e terapias específicas podem fazer parte do tratamento de algumas pacientes.
Mas nem todas precisam de todas essas etapas.
O papel do mastologista é ajudar a paciente a entender o plano geral, conduzir a parte cirúrgica, alinhar os próximos passos e integrar o cuidado com a equipe.
O tratamento pode começar antes da cirurgia?
Em alguns casos, sim.
Algumas pacientes podem receber tratamento antes da cirurgia, especialmente quando o tumor é maior, quando existem linfonodos comprometidos ou quando as características do câncer indicam essa estratégia (principalmente para aqueles HER2+ / HER2 positivos / triplo negativos)
Esse tratamento antes da cirurgia pode ajudar a reduzir a doença e permitir uma abordagem cirúrgica mais adequada.
Em outros casos, a cirurgia é o primeiro passo.
A decisão depende do estágio, da biologia do tumor, dos exames e da discussão entre os profissionais envolvidos.
Por isso, o planejamento deve ser feito com calma, mesmo quando existe urgência emocional.


O que significa acompanhar a paciente com câncer de mama?
Acompanhar uma paciente com câncer de mama é muito mais do que indicar uma cirurgia.
O mastologista orienta desde a investigação inicial até o seguimento depois do tratamento.
Esse acompanhamento pode incluir:
- avaliação de nódulos;
- interpretação de exames;
- indicação de biópsia;
- explicação do diagnóstico;
- planejamento cirúrgico;
- discussão sobre preservação ou retirada da mama;
- avaliação da possibilidade de reconstrução;
- acompanhamento do pós-operatório;
- análise do resultado da cirurgia;
- encaminhamento para tratamentos complementares;
- seguimento periódico;
- orientação sobre novos exames;
- cuidado com dúvidas e medos ao longo da jornada.
A paciente precisa entender o que está acontecendo, por que cada etapa é necessária e quais decisões precisam ser tomadas.
Como é o acompanhamento após a cirurgia de câncer de mama?
Após a cirurgia, a paciente segue em acompanhamento – e temos um nome bonito a isso: SOBREVIVENTE, ou do inglês SURVIVOR.
Logo após a cirurgia, o mastologista avalia a cicatrização, o resultado da cirurgia, possíveis sintomas, mobilidade, dor, seroma, alterações na pele e necessidade de cuidados adicionais.
Também analisa o resultado anatomopatológico da cirurgia.
Esse resultado traz informações importantes sobre o tumor, margens cirúrgicas, linfonodos e outros dados que ajudam a definir os próximos passos.
Dependendo do caso, a paciente pode precisar de avaliação com oncologista clínico, radioterapeuta ou outros profissionais. E isso será feito após recuperação cirúrgica.
O seguimento jamais termina no dia da cirurgia. Esse é só o início de uma longa batalha, vigilância.
Ele continua para acompanhar recuperação, exames futuros e sinais que mereçam atenção.
Inclusive alguns tumores podem voltar muitos anos após o tratamento inicial, tanto na mama, mas principalmente em outros órgãos, portanto o acompanhamento sempre será feito de forma multidisciplinar (com todos os profissionais envolvidos no tratamento e cuidado).


Como lidar com o medo após o diagnóstico?
O medo é uma reação comum após o diagnóstico de câncer de mama.
Muitas pacientes pensam imediatamente no pior cenário.
Outras ficam paralisadas pelas informações encontradas na internet.
A consulta com o mastologista deve ajudar a transformar medo em clareza.
Isso não significa minimizar a gravidade do diagnóstico.
Significa explicar, passo a passo, o que foi encontrado, qual é o estágio da investigação, quais exames ainda são necessários e quais possibilidades de tratamento existem.
A informação clara reduz a ansiedade e ajuda a paciente a participar das decisões com mais segurança.
O que levar na consulta com o mastologista?
Para uma avaliação mais completa, leve todos os exames disponíveis.
Se tiver, leve:
- mamografias anteriores;
- ultrassom das mamas;
- ressonância magnética das mamas;
- laudos e imagens dos exames;
- resultado de biópsia;
- lâminas ou blocos da biópsia, se solicitados;
- exames laboratoriais recentes;
- lista de medicamentos em uso;
- histórico de cirurgias anteriores;
- informações sobre casos de câncer na família;
- dúvidas anotadas.
É importante levar não apenas o laudo, mas também as imagens dos exames.
As imagens ajudam o mastologista a entender melhor a localização e as características do achado.
Por que levar exames antigos?
Exames antigos permitem comparar alterações ao longo do tempo.
Um nódulo que está igual há anos pode ter uma interpretação diferente de um nódulo novo ou que cresceu rapidamente.
A comparação ajuda a entender se a alteração é estável, se mudou ou se precisa de investigação.
Por isso, sempre que possível, leve exames anteriores, mesmo que pareçam antigos.
Eles podem ser importantes para definir a conduta.


Câncer de mama em paciente jovem: muda alguma coisa?
O câncer de mama também pode acontecer em mulheres jovens.
Nesses casos, a avaliação pode envolver atenção especial ao histórico familiar, risco genético, fertilidade, imagem corporal, sexualidade e impacto emocional.
O planejamento cirúrgico também pode exigir discussões específicas, especialmente quando há possibilidade de reconstrução mamária ou necessidade de tratamentos complementares.
Cada caso deve ser avaliado de forma individual.
A idade da paciente é apenas um dos fatores considerados no plano de cuidado.
Histórico familiar de câncer de mama aumenta o risco?
Pode aumentar, dependendo do número de familiares afetados, idade em que tiveram câncer, grau de parentesco e presença de outros tumores na família.
Quando existe histórico familiar importante, o mastologista pode orientar rastreamento individualizado, avaliação de risco e, em alguns casos, investigação genética.
Ter um familiar com câncer de mama não significa que a paciente terá a doença. Inclusive a maioria dos casos de câncer (70% deles) acontecem de forma esporádica, ou seja, sem relação com contexto familiar. Mas pode indicar necessidade de acompanhamento mais atento.
E não serão apenas os casos de câncer de mama que serão levados em conta – muitas síndromes hereditárias envolvem complexos de câncer – como mama/pâncreas/ovário, ou mama/colon/sarcoma.
O heredograma, ou árvore genealógica, deve ser levado em conta.


O que são lesões de alto risco na mama?
Lesões de alto risco são alterações que não são necessariamente câncer, mas podem estar associadas a maior chance de desenvolvimento futuro ou exigir retirada para análise completa.
Muitas dessas lesões não indicam que surgirá um câncer ali naquele local da biópsia/cirurgia, mas sim ser um marcador de risco para aquela mama e até para a outra mama / mama contralateral. São aquelas como hiperplasia ductal atípica, hiperplasia lobular atípica, neoplasia lobular in situ, carcinoma lobular in situ.
Elas podem aparecer em biópsias ou exames de imagem.
A conduta depende do tipo de lesão, da idade da paciente, dos exames, do histórico familiar e da concordância entre imagem e biópsia.
Em alguns casos, o acompanhamento é suficiente.
Em outros, pode ser indicada cirurgia para retirar a área e confirmar o diagnóstico.
O que são lesões de significado incerto?
São um conjunto de lesões em que não há estudos robustos que sugiram pra gente qual a melhor conduta para aquele caso, devendo novamente ter uma avaliação individualizada. A depender do resultado, pode ser optado por cirurgia, e a depender por uma cirurgia.
Quando existe dúvida entre o que aparece na imagem e o que aparece na biópsia, o mastologista precisa avaliar se há necessidade de repetir exames, repetir biópsia ou retirar a lesão.
Essas situações exigem cuidado porque algumas alterações podem parecer pequenas, mas esconder áreas mais relevantes.
A avaliação especializada ajuda a reduzir incertezas e definir uma conduta segura.
Como o mastologista diferencia achados benignos e suspeitos?
O mastologista não avalia apenas uma informação isolada.
Ele cruza dados da consulta, exame físico, mamografia, ultrassom, ressonância e biópsia.
Algumas características podem sugerir benignidade. Outras aumentam a suspeita.
Entre os pontos avaliados estão:
- formato da lesão;
- margens;
- crescimento;
- presença de calcificações;
- vascularização;
- distorção da arquitetura;
- alteração na pele;
- secreção pelo mamilo;
- linfonodos;
- sintomas;
- histórico pessoal e familiar.
A partir dessa análise, o médico define se a paciente precisa de acompanhamento, biópsia, cirurgia ou tratamento oncológico.


Por que não adiar a investigação de um nódulo?
Adiar a investigação pode atrasar o diagnóstico.
Muitas alterações são benignas, mas só é possível afirmar isso com avaliação adequada.
Quando existe câncer de mama, o diagnóstico em fases iniciais pode permitir tratamentos mais eficazes, cirurgias menos extensas e melhor planejamento.
Ignorar um nódulo por medo não faz a alteração desaparecer.
Buscar avaliação é o caminho mais seguro para entender o que está acontecendo.
E a mensagem final é: nenhum tratamento é tão eficaz quanto o diagnóstico de um câncer numa fase inicial. E isso muda completamente a evolução da paciente.
Mastologista em São Paulo para câncer de mama
O Dr. Fernando Fontão é Mastologista e Ginecologista em São Paulo, com atendimento na Vila Mariana.
Na mastologia, atua na investigação de nódulos, interpretação de mamografia, ultrassom e ressonância magnética, acompanhamento de exames alterados, biópsias, lesões de risco, câncer de mama, cirurgia oncológica e reconstrução mamária no mesmo tempo cirúrgico quando indicada e possível.


O atendimento busca unir precisão técnica, acolhimento e clareza nas orientações.
Em situações delicadas, como suspeita ou diagnóstico de câncer de mama, a paciente precisa de informação segura, cuidado individualizado e um plano bem explicado.
Se você percebeu um nódulo, recebeu um exame alterado ou foi diagnosticada com câncer de mama, agende uma consulta com mastologista em São Paulo.
Perguntas frequentes sobre câncer de mama e mastologista
Todo nódulo na mama é câncer?
Não. Muitos nódulos são benignos. Mesmo assim, todo nódulo novo, persistente ou associado a alterações deve ser avaliado por um mastologista.
Quando devo procurar um mastologista?
Procure um mastologista se notar nódulo, secreção pelo mamilo, alteração na pele, retração do mamilo, caroço na axila ou exame de imagem alterado.
Mamografia alterada significa câncer?
Não necessariamente. A mamografia pode mostrar alterações benignas, achados duvidosos ou suspeitos.
O mastologista avalia o laudo, as imagens e o contexto da paciente.
O ultrassom substitui a mamografia?
Não. São exames diferentes e complementares em muitas situações. A indicação depende da idade, tipo de mama, sintomas e achados anteriores.
Quando a ressonância das mamas é necessária?
A ressonância pode ser indicada em casos selecionados, como avaliação complementar, planejamento de câncer de mama, achados duvidosos ou pacientes de maior risco.
Quando preciso fazer biópsia da mama?
A biópsia pode ser indicada quando uma alteração precisa ser esclarecida. Ela ajuda a confirmar se o achado é benigno, de risco ou maligno.
Câncer de mama tem cura?
Muitos casos têm tratamento com intenção curativa, especialmente quando diagnosticados em fases iniciais. A chance de controle depende do estágio e das características do tumor.
Toda paciente com câncer de mama precisa retirar a mama?
Não. Muitas pacientes podem fazer cirurgia conservadora. Outras precisam de mastectomia. A decisão depende do tumor, exames e avaliação médica.
O que é cirurgia conservadora da mama?
É a cirurgia que retira o tumor com margem de segurança e preserva a maior parte da mama, quando isso é possível e seguro.
O que é mastectomia?
É a cirurgia de retirada da mama. Pode ser indicada quando a cirurgia conservadora não é a melhor opção ou quando há necessidade de tratamento mais amplo.
A reconstrução mamária pode ser feita junto com a cirurgia do câncer?
Sim, em alguns casos. A reconstrução imediata pode ser feita no mesmo tempo cirúrgico, quando há indicação, segurança e condições adequadas.
Toda paciente pode fazer reconstrução imediata?
Não. A decisão depende do tipo de tumor, cirurgia planejada, necessidade de tratamentos complementares, condições clínicas e desejo da paciente.
Reconstrução mamária é estética?
Ela também tem impacto estético, mas é principalmente uma cirurgia reparadora. Pode ajudar na imagem corporal, autoestima e qualidade de vida após o tratamento oncológico.
Preciso fazer quimioterapia se tiver câncer de mama?
Nem toda paciente precisa de quimioterapia. A indicação depende do tipo de tumor, estágio, exames e avaliação da equipe oncológica.
O mastologista acompanha depois da cirurgia?
Sim. O mastologista acompanha a recuperação, o resultado da cirurgia, os exames futuros e o seguimento da saúde das mamas.


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